Documentário “A bola, o trem e o rádio” é exibido no segundo dia da Mostra de Cinema Curta Sertão na Tela

IMG_9244No segundo dia da Mostra Curta Sertão na Tela, na Casa do Conselheiro, em Quixeramobim, o documentário “A Bola, o Trem e o Rádio”, ganhou mai suma exibição. O documentário que registra processos da memória do radialista Viana Filho, foi gravado no final de 2015, e lançado em 2016, durante a programação da Semana do Conselheiro, daquele ano.

IMG_9233Inserido entre sua infância como telegrafista de trem, seu amor pelo futebol e pelo rádio, esses são os três pilares que envolvem o personagem e marca a figura central do trabalho. Viana Vilho morreu em 2016. Para amigos e família o filme tornou-se um verdadeiro documento sobre a memória e a história de vida do “Vianinha”. O filme conta com uma produção de Quixeramobim, dos alunos do projeto Patrimônio na Tela, tendo como diretor Elistênio Alves, que ao final da exibição mediou um curto debate sobre a produção da obra cinematográfica e suas impressões sobre o personagem.

IMG_9264Conheça mais sobre Viana Filho e o documentário
O interesse sobre a história de Viana surgiu depois de uma apresentação do radialista na edição de número 16 do projeto Papo Cultural, da ONG IPHANAQ, em Quixeramobim. Aos 16 anos Viana trabalhava como telegrafista de trem durante a noite enquanto o pai dormia, indo às oito da manhã para treinar futebol. Atuou pelo time do Maracanaú Futebol Clube.

Ele escolheu o esporte como sua paixão. Nasceu em Quixadá, na lendária fazenda “Não Me Deixe”, que é mundialmente conhecida por ter sido o lugar onde nasceu a escritora Raquel de Queiroz também.

IMG_9272A história de Viana se liga com Quixeramobim quando ele chegou a Uruquê, onde passaria apenas três meses, devido ao trabalho do pai no trem. Nesse período conheceu o prefeito da cidade à época, Alfredo Machado, que ofertou um emprego a Viana. Ele teria que todos os dias abrir a TV pública. Naquela época a TV era em uma praça e tinha sempre que alguém tomar conta do equipamento, e ele ficou responsável por isso.

Assim como a paixão pelo futebol, Viana conheceu aquele que também seria um de seus grandes amores, o rádio. Foi assim que, em 1968, Viana começou a trabalhar no rádio em Quixeramobim. Ajudou a fundar juntamente com Fenelon Augusto Câmara, aquele que seria o primeira trabalho radiofônico do Sertão Central: a radiadora Voz de Cristal, que antecedeu à Difusora Cristal. Pelo rádio Viana encontrou o prazer de narrar aos inúmeros ouvintes o que via dentro das quatro linhas dos campos de futebol.

O documentário
Os cenários para as gravações de “A Bola, o Trem e o Rádio” foram os campos de várzea na localidade de Poço da Pedra, no campo do Cláudio, no Belo Monte, no campo do Balaio, e nos campos do bairro da Maravilha. Seis meses foram necessários para gravação, edição, montagem e finalização do trabalho.